O Teu Dom Foi Dado para Outros, Não para a Tua Exibição
1 Coríntios 12:7
“A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o que for útil.”
Paulo declara o propósito de todo dom espiritual em poucas palavras: “para o que for útil”, para o bem comum. Os dons não são troféus espirituais a serem admirados, nem benefícios privados para vantagem pessoal; são ferramentas que o Espírito coloca em nossas mãos para a edificação de outros. Essa única frase corrige muita confusão. Um dom usado principalmente para chamar atenção sobre si mesmo foi virado do avesso. A pergunta que destrava o teu dom não é “o que me faz parecer impressionante?”, mas “como isto serve as pessoas ao meu redor?”. Os dons florescem quando voltados para fora e definham quando guardados para si.
Sugestão de oração: Pegue qualquer dom ou capacidade que você tenha e peça a Deus que lhe mostre uma pessoa ou comunidade específica que ele deve servir esta semana.
Nenhum Dom É Inútil, e Nenhum Dom É Autossuficiente
1 Coríntios 12:21
“E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.”
Paulo retrata a igreja como um corpo em que o olho não pode dizer à mão “não preciso de ti”. Essa única imagem desfaz duas tentações opostas ao mesmo tempo. Ela silencia a inveja que diz que o meu dom é pequeno demais para importar — o corpo precisa de cada parte — e humilha o orgulho que diz que o meu dom me torna autossuficiente. Ninguém carrega o chamado inteiro sozinho. O teu dom é genuinamente necessário, e tu genuinamente precisas dos dons dos outros. A maturidade espiritual não está em ter o dom mais impressionante, mas em desempenhar a tua parte e honrar as partes que te faltam.
Sugestão de oração: Nomeie um dom que você inveja em outra pessoa e um do qual você é tentado a se orgulhar; então agradeça a Deus tanto pela sua parte quanto pela dela no mesmo corpo.
Um Dom Não Usado Pode Esfriar
2 Timóteo 1:6–7
“Por cuja causa te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti… Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.”
Paulo exorta o jovem e tímido Timóteo a “despertar” o dom que Deus lhe havia dado — linguagem que pressupõe que um dom pode reduzir-se a brasas quando negligenciado. Os dons espirituais não são posses estáticas; são mais como um fogo que precisa ser cuidado, atiçado e usado para se manter vivo. O temor, em particular, pode deixar um dom esfriar. Se um dom que você um dia sentiu em si parece agora fraco, isto é esperança: ele não se foi, apenas está adormecido em brasa baixa, esperando ser avivado. Os dons crescem quando os usamos e se apagam quando os enterramos.
Sugestão de oração: Identifique um dom que você deixou adormecer por medo ou negligência e dê um pequeno passo esta semana para “despertá-lo”, usando-o novamente.
O Teu Dom É Graça que Você Guarda em Confiança para Outros
1 Pedro 4:10
“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
Pedro chama os crentes de “despenseiros da graça de Deus” — e um despenseiro administra algo que pertence a outra pessoa. O teu dom, portanto, não é, em última análise, teu; é graça confiada a ti para o benefício de outros, para ser administrada fielmente, e não possuída, acumulada ou motivo de orgulho. Isso dá dignidade até à capacidade mais comum: ela é uma forma da “multiforme graça de Deus”, um canal pelo qual a Sua bondade alcança as pessoas. A pergunta que um despenseiro faz não é “quanto eu tenho?”, mas “estou usando bem o que me foi dado?”.
Sugestão de oração: Trate o seu dom como graça confiada, e não como propriedade pessoal, e pergunte a Deus como administrá-lo fielmente para o bem de outra pessoa hoje.