O ano que vem já está sob o Seu olhar
Deuteronômio 11:12
“Terra de que o Senhor teu Deus tem cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano.”
Quando Israel se preparava para entrar numa terra desconhecida, Deus a descreveu como um lugar que os Seus olhos guardavam “desde o princípio até ao fim do ano”. A promessa não era de garantia de facilidade, mas de atenção: nem um só dia do ano vindouro cairia fora do Seu cuidado. Entramos num ano novo sem conseguir ver o que ele guarda, e essa cegueira pode gerar medo. Este versículo responde a isso. O ano que você ainda não consegue ver é um ano que Deus já está guardando, presente no seu primeiro dia, no seu último e em cada dia incerto entre eles.
Sugestão de oração: Diante de um ano que você não consegue prever, confie os seus dias invisíveis ao Deus cujos olhos já estão sobre cada um deles, e nomeie um medo específico sobre este ano para entregar ao Seu cuidado.
A sua inquietação pelo novo é a eternidade no seu coração
Eclesiastes 3:1, 11
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu… Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem…”
Todo ano novo desperta uma dor familiar — um anseio de que as coisas finalmente sejam diferentes, melhores, completas. Eclesiastes nomeia a sua origem. Deus pôs “o mundo” — a eternidade — “no coração do homem”, e é por isso que nenhum ano isolado, por melhor que seja, jamais nos satisfaz plenamente. Isso não é um defeito a ser corrigido, mas um sinal a ser seguido. A fome que um ano novo desperta é grande demais para que qualquer ano a sacie; ela aponta para além de todas as nossas estações, para o Deus que as fez, e para a eternidade que somente Ele pode dar. Reconhecer isso nos liberta de exigir demais de um mero calendário.
Sugestão de oração: Quando este ano novo despertar em você um anseio por algo mais, deixe que essa dor aponte para Deus, e não para mais uma resolução, e leve a sua inquietação mais profunda ao único que pode saciá-la.
O recomeço mais verdadeiro é um Jubileu, não uma resolução
Lucas 4:18–19
““Enviou-me a apregoar liberdade aos cativos… a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.””
De pé na sinagoga, Jesus anunciou que o há muito prometido “ano aceitável do Senhor” — o Jubileu, quando as dívidas eram canceladas e os cativos libertados — havia chegado nele. As nossas esperanças de ano novo costumam correr em direção ao autoaperfeiçoamento: esforçar-se mais, fazer melhor, consertar a si mesmo. Jesus oferece algo mais profundo do que uma resolução: libertação. O recomeço que Ele traz não é uma ficha mais limpa que conquistamos, mas uma liberdade que Ele dá — da culpa, da escravidão, de dívidas que jamais poderíamos pagar. O recomeço de que mais precisamos não pode ser produzido pela força de vontade; ele só pode ser recebido dele.
Sugestão de oração: Em vez de entrar no ano apenas com uma lista de autoaperfeiçoamentos, venha a Jesus pela libertação que somente Ele dá, e nomeie uma escravidão ou um fardo do qual você precisa da liberdade do Seu Jubileu neste ano.
Todo recomeço é um eco do recomeço final
Apocalipse 21:5
“E o que estava assentado sobre o trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas.” E disse-me: “Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.””
Do Seu trono, Deus declara o fim de toda a história: “Eis que faço novas todas as coisas.” Repare no sentido — é algo contínuo, uma renovação já em curso que um dia se completará. Cada ano novo que celebramos é um eco pequeno e trêmulo daquela renovação derradeira. A razão pela qual os recomeços nos comovem tão profundamente é que eles sussurram sobre a recriação final de todas as coisas, quando toda lágrima, todo fracasso e toda quebrantura serão feitos novos para sempre. Isso ancora a nossa esperança de ano novo em algo muito mais seguro do que a nossa própria determinação.
Sugestão de oração: Deixe que a esperança que você sente no ano novo aponte para além deste ano, para a promessa de Deus de fazer novas todas as coisas, e viva os meses que vêm à luz desse futuro certo, e não sob a pressão deste ano.