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Antigo Testamento · Poesia

Salmos 35:2

Revisado por:
Ugo Candido
Última atualização:
Categoria:
Antigo Testamento

Pega os teus pequeno e grande escudos, e levanta-te em meu socorro.

Salmos 35:2 — Bíblia Livre

Mensagem principal

O versículo 2 reveste de armadura a súplica do versículo 1: o salmista pede que Deus pegue os escudos e se levante em sua defesa — uma imagem ousada do SENHOR interpondo-se entre ele e o ataque, e não uma descrição do corpo literal de Deus.

Significado no contexto

Salmo 35:versículos 1 a 10 · Súplica para que Deus contenda com os inimigos do salmista — Converte a petição inicial do versículo 1 numa imagem vívida de Deus como defensor armado, pedindo que o SENHOR pegue a armadura de proteção e se levante em auxílio do salmista.

Este verso dá continuidade ao pedido iniciado no versículo 1, convertendo o apelo jurídico em imagem militar. Dois imperativos pressionam a mesma súplica: pega os escudos e levanta-te para socorrer. O salmista não descreve algo que Deus é, mas retrata algo que pede a Deus que faça.

Os "pequeno e grande escudos" são as peças de proteção — a maior e a menor — do soldado de infantaria. O primeiro clamor é por proteção, não por ataque: o salmista quer que Deus se coloque entre o perigo e o ameaçado. Ao pedir "levanta-te em meu socorro", ele roga que Deus abandone a postura de repouso e entre em campo a seu favor.

Esta é linguagem poética e antropomórfica, e não pode ser lida literalmente. Deus não tem corpo e não precisa de armadura; a imagem toma emprestada a figura do guerreiro para dizer algo que o salmista sente nos ossos. Lido na sua unidade (versículos 1 a 10), o versículo 2 é a metade defensiva do quadro, com a lança ofensiva vindo no versículo 3.

A imagem da armadura aqui (os escudos) é completada pela lança do versículo 3, de modo que o versículo 2 fornece a metade defensiva de um único apelo contínuo.

Ensinamentos adicionais

O primeiro instinto do salmista sob ameaça é defensivo

O primeiro instinto do salmista sob ameaça é defensivo, não agressivo: ele pede que Deus o proteja antes de dizer qualquer coisa sobre atingir o inimigo.

Referências cruzadas: O par de peças defensivas, "pequeno e grande escudos", mencionado antes de qualquer arma de ataque.

A oração pede que Deus aja

A oração pede que Deus aja, que deixe o repouso e entre em ação a favor do que sofre, em vez de apenas observar à distância.

Referências cruzadas: O imperativo "levanta-te em meu socorro", que retrata Deus erguendo-se e entrando em campo.

Aplicações na vida cotidiana

  1. 1

    Você se sente exposto e indefeso diante de algo que se aproxima, e seu primeiro impulso é ou se armar ou fugir.

    Ore como este verso faz: peça que Deus seja aquele que se coloca entre você e o dano, buscando a proteção dele em vez de reunir primeiro as suas próprias defesas.

    A imagem da armadura fala de Deus defendendo você, não é promessa de que você não sentirá medo, nem autorização para pegar armas próprias a fim de revidar contra um inimigo.

Interpretações equivocadas comuns

O versículo 2 descreve Deus como uma divindade literalmente armada e belicosa, que aprova o uso de armas.

Os escudos e a lança são antropomorfismo poético: o salmista retrata um guerreiro para dar voz à sua súplica pela proteção de Deus. O pedido é que Deus o resgate e o defenda, não uma afirmação sobre o corpo de Deus nem uma bênção sobre a violência.

Como aplicar Salmos 35:2

Ore através de Salmos 35:2 lentamente, detendo-se em cada frase. Anote o que Deus destacar a respeito das Escrituras. Comprometa-se com uma aplicação concreta ao longo dos próximos sete dias, e releia suas anotações ao fim da semana para ver como sua perspectiva mudou à luz desta passagem.

Fontes e método

  • Texto bíblico

    As citações bíblicas em português são da Bíblia Livre (domínio público); a versão inglesa de base é a King James Version (1611).

  • Interpretação

    Ler a linguagem dos escudos como imagem poética da proteção de Deus ao injustiçado segue a tradição corrente de domínio público, por exemplo o Comentário de Matthew Henry sobre toda a Bíblia (1710) a respeito do Salmo 35; nenhuma data ou ocasião específica de composição é afirmada, pois o texto não a fornece.